Enquanto a cidade de Macatuba enfrenta uma série de questões que deixariam até mesmo Sherlock Holmes de cabelo em pé, os vereadores, agora investigadores na Comissão Especial de Inquérito (CEI) sobre a reforma do Velório Municipal, parecem estar seguindo à risca a máxima de que "transparência é para os fracos".

 

A CEI, que foi aberta para desvendar possíveis irregularidades na reforma do Velório Municipal Central, está dando o que falar, mas não pelos motivos que os cidadãos esperavam. Os vereadores, que costumam reclamar da falta de informação e transparência por parte do Poder Executivo, agora parecem ter adotado a mesma tática ao conduzirem os trabalhos da comissão.

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Em um verdadeiro espetáculo de ironia, os parlamentares que encabeçam a CEI já utilizaram a tribuna da Câmara Municipal para lamentar a falta de transparência do Executivo de Macatuba. No entanto, como diz o ditado popular, "quem fala do mal dos outros, faz o mesmo ou pior". A suposta falta de transparência nos gastos e informações sobre a reforma do Velório Municipal é, ao que parece, apenas um reflexo da mesma falta de transparência que permeia os trabalhos da CEI e também da Câmara Municipal.

 

As más línguas na cidade já começam a tecer teorias conspiratórias, sugerindo que os vereadores, longe de buscarem a verdade sobre as possíveis irregularidades na reforma, estariam mais interessados em manter as informações sob sigilo para barganhar com o Poder Executivo. Será que a política de Macatuba, como muitos temem, é apenas uma dança de máscaras onde todos os participantes têm um papel preestabelecido?

 

A ironia atinge seu ápice quando se observa que a Câmara Municipal de Macatuba, em seu portal, deveria ser um farol de transparência, conforme estabelecido pela Lei nº 12.527/2011 (lei de Acesso à Informação). No entanto, a realidade é bem diferente. Os cidadãos, ávidos por detalhes sobre os gastos e funcionamento do legislativo, se deparam com um portal mais fechado que um cofre de banco suíço.

 

O cidadão indignado, cansado da falta de transparência que parece ser uma tradição na política local, ressaltou que a Câmara deveria dar publicidade não apenas aos trabalhos da Casa de Leis, mas também às informações dos gastos financeiros, item por item. Ele destaca que seria essencial saber quanto ganha cada vereador, assessores e os demais funcionários do legislativo, assim como especificar cada gasto que ocorre, seja na padaria, na lavagem do carro oficial, ou até mesmo com detergente, disponibilizando nota por nota em seu portal de transparência.

 

Enquanto o cidadão indignado promete levar os fatos aos órgãos competentes, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público (MP), o jornal Atitude continuará atento, como um detetive incansável, a todas essas situações dignas de um roteiro de comédia, ou talvez de tragédia, que se desenrolam nos bastidores da política macatubense. Resta à população aguardar para ver se a transparência será finalmente desvendada ou se continuará sendo apenas um mito na terra dos velórios misteriosos.

 

Em tempos de ano eleitoral, a população, agora mais antenada e politizada do que nunca, certamente terá em mente a insensatez dos políticos. O preço dessa falta de transparência e comprometimento com o bem público será lembrado e cobrado nas urnas da próxima eleição. Afinal, os eleitores de Macatuba estão mais atentos do que nunca às artimanhas políticas que podem impactar diretamente em suas vidas.

 

Mais amor, e menos desamor ao dinheiro público.

Que Deus nos proteja e nos traga a luz a malversação do dinheiro público. Amém!

 

Marcos Xavier

Jornalista do Povo