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A saga do vereador Cleiver Vieira dos Reis em sua busca incansável pela transparência na gestão municipal de Macatuba atingiu um novo ápice. Após discursos inflamados e até mesmo trazendo um bolo para o plenário – cuja origem ainda é um enigma digno de Sherlock Holmes – o edil resolveu bater o pé e exigir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar supostas irregularidades na reforma do velório municipal.
Contudo, o desfecho dessa novela política parece saído diretamente de um roteiro surreal. Em resposta à solicitação de informações do jornal Atitude sobre o andamento da CEI, o próprio Cleiver Vieira dos Reis, agora presidente da comissão, decidiu que o melhor a se fazer era jogar uma manta de sigilo sobre o assunto. Surpreendente, não é mesmo?
O nobre vereador, que tanto clamava pela luz da transparência, parece ter tropeçado em seu próprio discurso. Afinal, como pode alguém que se diz campeão da verdade e da clareza decidir, do alto de sua sabedoria (cof cof) legislativa, que as informações agora devem ser tratadas como segredo de estado?
As perguntas começam a surgir tão rápido quanto as desculpas esfarrapadas em tempos de eleição. O que está realmente sendo investigado? Quem está sendo ouvido? Há alguma reunião de fato acontecendo ou seria tudo apenas uma encenação para alimentar o circo político?
Enquanto isso, a população de Macatuba continua no aguardo, não só pelo velório – que permanece em estado de defunto, digo, de reforma – mas também por respostas claras e concretas. Afinal, para que servem os quase R$ 8 mil mensais dos nobres vereadores, se não para trazer soluções palpáveis aos problemas da cidade?
Enquanto o véu da incerteza paira sobre o velório e sobre os corredores da Câmara Municipal, o jornal Atitude não ficará de braços cruzados. As informações – ou a falta delas – serão encaminhadas ao Ministério Público de Macatuba, que decidirá se os nobres edis estão realmente honrando seus cargos ou se preferem atuar em uma peça de teatro sem plateia.
E aos senhores vereadores Cleiver Vieira dos Reis, Sebastião Candido de Moraes, Paulo Henrique Neves e Lasaro Diniz Cordeiro, que compõem a misteriosa CEI, fica o aviso: a memória do povo é longa, e o voto é a sua voz mais contundente. Que fiquem cientes de que suas ações, ou a falta delas, não serão esquecidas tão facilmente nas próximas eleições.
Que a luz da transparência possa, enfim, iluminar as mentes obscuras dos que hoje se escondem por trás de sigilos e sombras, e que o velório – tanto a obra quanto a cerimônia – possa voltar à vida, como um símbolo de renascimento e de um novo capítulo na história política de Macatuba.
Marcos Xavier
Jornalista do Povo
Publicado por:
Jornal Atitude
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