Quem depende do transporte coletivo em Bauru vai precisar reorganizar o orçamento. A partir de 20 de agosto, a tarifa de ônibus passa de R$ 5,75 para R$ 6,25, um reajuste de 8,7% que reacendeu o debate sobre o custo e a qualidade do serviço.

Segundo o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), Donizete do Carmo, o aumento foi definido após um estudo técnico que apontou a necessidade de equilibrar as contas do sistema. De acordo com ele, a chamada tarifa técnica chegou a R$ 7,50, mas a Prefeitura ampliou o subsídio por passageiro de R$ 0,75 para R$ 1,25, destinando cerca de R$ 20 milhões por ano para reduzir o impacto ao usuário.

Mesmo assim, a passagem terá aumento de R$ 0,50. Para quem utiliza dois ônibus por dia, o reajuste representa um gasto extra de aproximadamente R$ 24 por mês. Já quem faz quatro viagens diárias sentirá um impacto ainda maior no orçamento.

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A decisão, no entanto, não agradou os passageiros. Usuários ouvidos pela TV TEM criticaram a superlotação, atrasos, veículos antigos e a ausência de ar-condicionado. Muitos afirmam que o aumento não é acompanhado por melhorias na prestação do serviço.

Sobre as reclamações, a Emdurb informou que uma nova licitação do transporte coletivo está em andamento e poderá exigir ônibus mais modernos, inclusive com ar-condicionado. O órgão também orienta que os passageiros registrem reclamações para que seja avaliada a necessidade de reforço em linhas com excesso de lotação.

Com o reajuste, Bauru continua entre as cidades paulistas com até 500 mil habitantes que possuem uma das tarifas de transporte coletivo mais altas do Estado, reforçando a discussão sobre o equilíbrio entre custo, qualidade e mobilidade urbana.

FONTE/CRÉDITOS: G1