A região de Bauru contabilizou 22 denúncias de assédio eleitoral durante as eleições de 2026, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Desse total, sete denúncias foram registradas após o segundo turno, realizado no domingo (25).

Em todo o interior paulista, o MPT da 15ª Região recebeu 80 novas denúncias entre a noite de domingo e as 9h30 desta quarta-feira. O volume representa aproximadamente 37% das 216 denúncias contabilizadas pelo órgão em 2026.

Os números abrangem 599 municípios atendidos pela Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, sediada em Campinas.

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Ameaças de demissão e retaliações

Entre as situações denunciadas estão ameaças de demissão, dispensas de trabalhadores, recusa de contratação e outras possíveis retaliações relacionadas à preferência política dos funcionários.

O Ministério Público também identificou publicações nas redes sociais incentivando empresários a demitir trabalhadores que votaram em determinados candidatos.

Segundo o órgão, a liberdade de escolha política deve ser respeitada no ambiente de trabalho, independentemente do resultado das eleições.

A procuradora Marina Tramonte, coordenadora regional da área de promoção da igualdade de oportunidades no trabalho, destacou que empregadores não podem utilizar suas posições de autoridade para impor preferências políticas ou promover dispensas discriminatórias.

Números no interior paulista

O levantamento do MPT apresenta os seguintes registros:

Região

Total em 2026

Após o 2º turno

Bauru

22

7

Campinas

57

9

Ribeirão Preto

42

23

São José do Rio Preto

33

20

São José dos Campos

24

1

Sorocaba

18

8

Presidente Prudente

13

7

Araraquara

4

4

Araçatuba

3

3

Total

216

80

Os números correspondem a denúncias recebidas, não necessariamente a irregularidades comprovadas. Os casos podem ser investigados pelo Ministério Público do Trabalho.

MPT-Campinas

Como denunciar assédio eleitoral

Trabalhadores que sofreram ou presenciaram ameaças, constrangimentos ou discriminação por motivos políticos podem procurar o Ministério Público do Trabalho.

As denúncias podem ser registradas de maneira remota e sigilosa pelos canais oficiais:

O órgão recomenda que os denunciantes preservem possíveis provas, como mensagens, capturas de tela, áudios, publicações em redes sociais e informações de testemunhas.

As denúncias podem envolver acontecimentos anteriores, simultâneos ou posteriores às eleições.

FONTE/CRÉDITOS: G1