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Um homem foi baleado durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná, realizada na manhã desta quarta-feira (28), no bairro Maracá, na zona norte de Marília (SP).
A ocorrência foi registrada durante a segunda fase da Operação Umbra 2, que investiga a atuação de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas, a comercialização de armas e outras atividades ilícitas.
Segundo a Polícia Civil de Marília, o homem foi atingido por um disparo de fuzil durante um confronto com policiais. Ele foi socorrido e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O promotor de Justiça José Paulo Montesino Gomes da Silva, integrante do Gaeco paranaense, confirmou que o homem era um dos principais alvos da investigação e foi localizado durante o cumprimento de mandados judiciais.
Operação em dois estados
A Operação Umbra 2 cumpriu sete mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão em municípios de São Paulo e do Paraná.
As ações ocorreram nas cidades paranaenses de Londrina, Cambé, Cascavel e Piraquara, além de Marília e Avaré, no interior paulista.
A investigação concentra-se na atuação de integrantes da organização criminosa na região do DDD 43, no norte do Paraná.
Drogas eram trocadas por assinaturas
Uma das suspeitas investigadas pelo Ministério Público envolve a distribuição de entorpecentes em troca de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular.
A proposta buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas e conjugais nos estabelecimentos prisionais.
Segundo os investigadores, integrantes da facção utilizavam a distribuição de drogas como forma de conseguir apoio ao projeto.
Organização tinha divisão de funções
De acordo com o Ministério Público, dois irmãos seriam responsáveis pelo comando regional da facção.
Um deles exercia a função conhecida como "Geral da Região 43", sendo responsável por transmitir determinações da liderança da organização e decidir sobre punições e transferências internas.
O outro ocupava a posição denominada "Final 100% do Estado do Paraná", supervisionando setores financeiros e operacionais, além de coordenar atividades relacionadas ao comércio de drogas.
Outros investigados seriam responsáveis pela contabilidade, administração de pontos de venda de entorpecentes, negociação de armas e funcionamento do chamado tribunal do crime.
As investigações prosseguem para identificar a participação dos envolvidos e esclarecer as atividades da organização criminosa.
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