A dosagem de creatinina no sangue pode indicar que a saúde renal de uma pessoa não está bem, mesmo sem apresentar sintomas. A medição deste exame é acessível e pode salvar vidas, já que a doença renal é silenciosa e não costuma apresentar sinais antes do estágio grave. Para conscientizar a população sobre a importância da prevenção da doença renal, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) celebra o Dia Mundial do Rim em 9/03, com ações de prevenção e orientação em todas as regiões do país.

 

Segundo a SBN, mais de 140 mil brasileiros são portadores de doença renal crônica e precisam fazer de três a seis vezes por semana uma terapia chamada de hemodiálise para sobreviver. A SBPC/ML alerta para a necessidade de incluir a dosagem de creatinina nos check-ups anuais dos brasileiros, como forma de prevenir a progressão da doença renal crônica.

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O exame de creatinina, que custa cerca de R$11 (na média nacional) e é coberto pelos planos de saúde, é capaz de sinalizar que os rins não estão conseguindo filtrar a substância produzida pelos músculos e que deveria estar sendo eliminada do organismo pela urina. Quando a quantidade de creatinina encontrada no sangue está alta, é necessário fazer outros exames que poderão definir o diagnóstico definitivo da doença renal crônica.

 

Além da dosagem de creatinina, outros exames para monitorar a função renal podem ser recomendados, como a dosagem de ureia, pesquisa de microalbuminúria em pacientes com diabetes ou com hipertensão arterial, exame de urina para verificar se há presença de hemácias, leucócitos ou proteínas, hemograma para avaliar o grau de anemia e a proteinúria para avaliar o resultado do tratamento na síndrome nefrótica.

 

Marcos Xavier

Jornalista do Povo