Cuidar da saúde mental vai muito além do tratamento. É acolher, ouvir e garantir que cada pessoa tenha seus direitos respeitados. Com essa proposta, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS I) de Lençóis Paulista promoveu, na última quarta-feira (28), um encontro especial em alusão ao Mês da Luta Antimanicomial, reunindo profissionais da Saúde, Assistência Social, Educação e representantes de entidades do município.

Realizado na Câmara Municipal com apoio da Secretaria de Saúde, o evento teve como objetivo fortalecer o diálogo entre os profissionais que atuam diretamente na rede de proteção e atendimento à população, ampliando reflexões sobre o cuidado humanizado em saúde mental.

A programação começou de forma emocionante com uma apresentação do Grupo de Musicoterapia do CAPS, coordenado pelo educador musical Ivan dos Santos José. A atividade mostrou, na prática, como a arte pode ser uma importante ferramenta de inclusão, expressão e reabilitação.

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Na sequência, a enfermeira Denise Cristina dos Santos, que atua há 25 anos na área de Saúde Mental, conduziu uma reflexão sobre o tema "O que é cuidar em liberdade?", destacando a importância de modelos de atendimento que valorizem a autonomia, o respeito e a dignidade das pessoas em acompanhamento.

Encerrando o encontro, o professor e palestrante Glauber Woida abordou o tema "Vínculo, cuidado e dignidade humana: a responsabilidade familiar no processo de reabilitação psicossocial", ressaltando o papel fundamental da família na recuperação e no fortalecimento emocional dos pacientes.

O prefeito André Paccola Sasso participou da abertura ao lado do secretário de Saúde, Murilo Pavanello Rodrigues Moraes, e destacou a relevância do debate.

"Todos nós enfrentamos desafios emocionais e humanos. Precisamos construir ações que promovam transformação e um mundo melhor. O trabalho desenvolvido pelos profissionais da rede pública é essencial nesse processo", afirmou.

A iniciativa reforça os princípios da Luta Antimanicomial, movimento que defende o tratamento humanizado, a inclusão social e o direito das pessoas com transtornos mentais de viverem em liberdade, com acesso ao cuidado e ao acolhimento necessários para uma vida mais digna.

FONTE/CRÉDITOS: PMLP