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A confirmação de casos de hantavírus em passageiros do cruzeiro MV Hondius acendeu um alerta internacional nesta semana, mas a Organização Mundial da Saúde reforçou que o risco para a população mundial segue baixo. A declaração foi feita pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva realizada nesta quinta-feira (7).
Segundo Tedros, a situação está sendo monitorada de perto, principalmente porque o vírus possui um período de incubação longo, o que pode levar ao surgimento de novos casos nos próximos dias. Ainda assim, a OMS descartou qualquer comparação com a pandemia de Covid-19.
A diretora do Departamento de Prevenção e Preparo para Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que o cenário atual “é completamente diferente do coronavírus” e reforçou que não existe indicação de uma nova epidemia global.
O surto envolve passageiros do navio MV Hondius, que passou pelas ilhas de Santa Helena e Ascensão. Até agora, oito casos suspeitos ou confirmados foram registrados, incluindo três mortes.
O primeiro caso foi de um homem que apresentou sintomas respiratórios no início de abril e morreu ainda no navio. Na época, a suspeita de hantavírus havia sido descartada. Dias depois, sua esposa também adoeceu durante um voo para Joanesburgo, na África do Sul, e exames confirmaram a infecção.
Outra passageira, de origem alemã, morreu no começo de maio após desenvolver sintomas a bordo. Um britânico segue internado em estado grave em terapia intensiva, enquanto outros pacientes apresentam quadro estável.
A OMS informou ainda que notificou países cujos cidadãos estiveram no cruzeiro, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Canadá, para monitoramento de possíveis infecções.
Além do navio, autoridades de França, Holanda e Singapura investigam pacientes suspeitos que não estiveram no cruzeiro, aumentando a atenção internacional sobre o caso.
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