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Terça-feira, 23 de Julho de 2024
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Doenças cardiovasculares negligenciadas em mulheres

Atendimento médico inadequado e estigma psicológico podem levar a diagnósticos errados e aumento de risco de doenças cardíacas em mulheres

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Por Jornal Atitude
Doenças cardiovasculares negligenciadas em mulheres
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Um estudo recente revelou que nos últimos trinta anos, o número de mulheres apresentando doenças cardiovasculares tem aumentado progressivamente, especialmente na faixa etária entre 20 e 59 anos. No entanto, a maioria das mulheres são negligenciadas na hora de procurar atendimento médico, muitas vezes tendo seus sintomas de cansaço, problemas para dormir e respiração curta associados a problemas psicológicos.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, apenas 38% dos indivíduos analisados entre 1965 e 1998 eram mulheres, e esse número continua o mesmo atualmente. Pessoas do gênero feminino são mais suscetíveis a distúrbios ansiosos-depressivos, o que aumenta o risco de Doença Isquêmica do Coração (DIC) em duas vezes.

Outras particularidades como gravidez, menopausa, doenças autoimunes e predisposição genética são fatores de risco específicos para mulheres desenvolverem algum problema cardiovascular. É importante manter hábitos saudáveis de vida, como a ingestão de frutas e legumes, pouco uso de álcool, não tabagismo e pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, além de fazer exames de rotina regularmente e procurar ajuda médica quando necessário.

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Atendimentos cardíacos pós-pandemia

Durante a pandemia de coronavírus, muitas mulheres ficaram afastadas dos exames de rotina, mas com a flexibilização em 2022, os atendimentos em consultórios de cardiologia cresceram 14%, principalmente entre mulheres acima de 60 anos. Ainda assim, a conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças cardiovasculares em mulheres precisa ser contínua, já que ocorrem cerca de 300 mil mortes por ano.

O Hospital do Coração (Hcor), que atua em mais de 50 especialidades médicas, incluindo Cardiologia, Oncologia, Neurologia e Ortopedia, busca criar essa conscientização. A Dra. Salete Nacif, cardiologista do Hcor, alerta para a importância de se buscar ajuda médica e de manter hábitos saudáveis de vida para prevenir doenças cardiovasculares. O Hcor é uma instituição filantrópica que iniciou suas atividades em 1976 e tem certificações nacionais e internacionais, além de ser parceiro do Ministério da Saúde no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

 

Marcos Xavier

Jornalista do Povo

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